O crescente prejuízo dos Correios reacende a discussão sobre o futuro da estatal. De acordo com um editorial do jornal O Estado de S. Paulo, a empresa fechou o ano de 2025 com perdas de R$ 8,5 bilhões, um aumento alarmante de 226% em comparação ao ano anterior. Este resultado negativo representa 14 trimestres consecutivos de prejuízos, enquanto a receita bruta caiu 11,35%, somando R$ 17,3 bilhões. O editorial critica o plano de reestruturação da empresa, afirmando que as medidas tomadas não abordam os problemas principais. Embora tenha sido implementado um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com a adesão de 3.748 funcionários, isso está longe da meta de 10 mil desligamentos. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, minimizou os resultados, considerando a meta desafiadora e defendendo que o plano permite ajustes. No entanto, o editorial considera inaceitável que a empresa mantenha iniciativas ineficientes diante das perdas significativas. O aumento do endividamento também é alarmante, com a estatal contraindo cerca de R$ 12 bilhões em empréstimos para cobrir despesas básicas, resultando em um patrimônio líquido negativo de R$ 13,1 bilhões. O editorial conclui que a privatização é a alternativa mais viável, apesar dos obstáculos políticos e econômicos, e observa que a atual administração sob Luiz Inácio Lula da Silva torna essa medida improvável. A falta de um plano estratégico sólido eleva os riscos, e sem ações efetivas, a crise dos Correios só tende a se agravar.
Fonte: Oeste







