O ex-prefeito do Recife, João Campos, filiado ao PSB e pré-candidato ao governo de Pernambuco, foi flagrado em vídeos guardando um cordão de ouro antes de participar da encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, no município de Brejo da Madre de Deus. O episódio, que ocorreu na última sexta-feira, 3, rapidamente circulou nas redes sociais, provocando reações de opositores. O vereador de São Paulo, Rubinho Nunes, questionou em uma postagem: ‘Está querendo bancar o humilde?’.
Em resposta à repercussão negativa, Campos se defendeu, afirmando que a corrente possui um valor sentimental. Em um vídeo, ele explicou que a correntinha contém várias medalhinhas, incluindo uma que pertenceu a seu pai, encontrada após seu trágico acidente. “É lamentável que façam uso político de algo que tem um valor sentimental para mim”, declarou o ex-prefeito.
Além disso, Campos argumentou que retirou o cordão para evitar interferências durante a gravação de vídeos. ‘Quando vou fazer gravação interna ou externa, tiro porque coloco um microfone de lapela e o barulho da corrente atrapalha’, justificou, enquanto mostrava o acessório.
Entretanto, a oposição não aceitou suas explicações. O ex-deputado estadual Douglas Garcia, de São Paulo, criticou a justificativa de Campos, insinuando que ele deveria ter mais cuidado com a percepção pública, afirmando que ele ‘jogou a culpa no valor sentimental do objeto’. As reações demonstram a busca contínua por qualquer deslize dos políticos, especialmente em tempos de campanha eleitoral, onde a imagem é fundamental.
Fonte: Oeste











