O governo federal anunciou um pacote de medidas visando mitigar os impactos da guerra no Irã nos preços dos combustíveis, especialmente no setor aéreo. As iniciativas incluem a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em uma economia aproximada de R$ 0,07 por litro. Além disso, foram disponibilizadas duas linhas de crédito no total de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira até dezembro. Essas medidas vêm na esteira de um aumento significativo de 54,6% no preço do QAV, que acumulou uma alta de 64% desde o início do conflito. Apesar dessas iniciativas, especialistas alertam que os preços das passagens aéreas podem continuar elevados devido a uma combinação de fatores, incluindo a política de Paridade de Preço de Importação da Petrobras. Essa política faz com que o preço do combustível no Brasil seja atrelado ao mercado internacional, desconsiderando a produção local, que representa 90% do uso de QAV no país. Assim, o combustível já representa cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, um aumento significativo em relação à média global de 27%. Em um cenário de incertezas, como a atual situação geopolítica, os passageiros devem se preparar para possíveis aumentos nas tarifas aéreas e considerar a antecipação na compra de passagens. Além disso, um recente congelamento de ações no STF sobre direitos dos passageiros pode complicar ainda mais a situação, pois impede que processos associados a cancelamentos de voos sejam considerados. Por outro lado, a crise pode impulsionar a busca por alternativas sustentáveis ao QAV, como o biocombustível, posicionando o Brasil como um potencial líder na produção desse combustível, que poderia reduzir a dependência de insumos fósseis e trazer benefícios econômicos a longo prazo.
Fonte: G1







