A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, está prestes a enfrentar uma nova ação judicial movida pela procuradora-geral do estado de Massachusetts, que a acusa de deliberadamente desenvolver produtos que viciam os jovens. A Meta refuta as acusações, enfatizando que implementa diversas medidas para garantir a segurança de adolescentes em suas plataformas. Esta decisão acontece após um julgamento histórico, onde um júri em Los Angeles determinou que a Meta e o Google agiram de maneira negligente ao criar plataformas que prejudicam a juventude. O júri ordenou que a Meta pagasse US$ 6 milhões a uma jovem de 20 anos que alegou ter desenvolvido dependência de redes sociais na infância. Além disso, em um processo separado, a Meta foi condenada a pagar US$ 375 milhões por enganar usuários sobre a segurança do Facebook e Instagram, permitindo a exploração sexual infantil. Atualmente, 34 estados dos EUA estão movendo ações semelhantes contra a Meta em tribunais federais. A ação da procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, é uma entre pelo menos nove abertas desde 2023. A acusação destaca que recursos do Instagram, como notificações automáticas e a rolagem infinita de conteúdo, foram projetados para explorar vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, intensificando o chamado ‘medo de ficar de fora’. A Meta tenta se proteger invocando a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996, que geralmente protege empresas de internet de ações relacionadas ao conteúdo gerado por usuários. No entanto, o estado argumenta que essa seção não se aplica a declarações consideradas falsas sobre a segurança do Instagram e as medidas de proteção ao bem-estar dos usuários jovens.
Fonte: G1







