A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão de Monique Medeiros durante a audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, 20. Monique é ré pela morte de seu filho, Henry Borel Medeiros, e se apresentou à polícia no mesmo dia. O juiz Otávio Hueb Festa confirmou a detenção e, a pedido da defesa, determinou uma avaliação médica antes da transferência para o sistema prisional, uma vez que a ré faz uso diário de antidepressivos. O Ministério Público defendeu a manutenção da prisão, alegando que uma decisão superior impede a revisão da custódia.
Na manhã de segunda, Monique se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, três dias após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O decano do STF, Gilmar Mendes, determinou o retorno dela à prisão na última sexta-feira, 17, e rejeitou um novo recurso da defesa no dia seguinte.
Após a audiência, Monique deixou a delegacia e foi encaminhada para a penitenciária de Benfica, que é a unidade de entrada do sistema prisional. Anteriormente, em 23 de março, a 2ª Vara Criminal havia revogado sua prisão devido à demora no julgamento, mas a Justiça decidiu restabelecer a detenção em função de novas evidências e decisões judiciais.
O caso de Henry Borel, que morreu em 8 de março de 2021, continua sendo alvo de investigações intensas. A perícia apontou hemorragia interna e laceração hepática como causas da morte, enquanto a defesa de Monique e Jairinho alegaram que o menino teria sofrido uma queda. O Ministério Público, no entanto, sustenta que a morte foi resultado de agressões cometidas pelo ex-deputado e da omissão da mãe. O julgamento do caso está marcado para 25 de maio, sob a responsabilidade da juíza Elizabeth Machado Louro.
Fonte: Oeste









