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Trend ‘Caso Ela Diga Não’ gera revolta na França e alerta para a misoginia

A trend masculina intitulada ‘Caso Ela Diga Não’ tem gerado intensa repercussão na imprensa francesa, com reportagens em diversos meios de comunicação. A prática, que se tornou viral no TikTok, consiste em homens simulando reações violentas após serem rejeitados em pedidos de namoro ou casamento. O jornal Le Parisien destacou que esses vídeos, que demonstram um conteúdo cada vez mais brutal e desinibido, refletem uma cultura alarmante de violência contra as mulheres no Brasil.

Um caso que exemplifica a gravidade da situação é o da jovem Alana Anisio Rosa, que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em fevereiro, após recusar os avanços de um homem. O agressor, Luiz Felipe Sampaio, foi preso em flagrante e, segundo a mãe de Alana, ele se inspirou em vídeos do TikTok que glorificam a agressão. Este tipo de conteúdo, que já acumulou milhares de visualizações, pode ser um fator que contribui para o aumento dos feminicídios no Brasil, que registrou 1.586 casos no último ano.

A jornalista Mathilde Serrell, da rádio France Inter, fez uma conexão entre a ficção e a realidade, mencionando a série ‘Adolescência’, que retrata um caso de feminicídio inspirado em uma rejeição. Ela expressou sua esperança de que a repercussão do caso de Alana leve a mudanças nas leis brasileiras para combater a misoginia.

Além disso, a plataforma Brut destacou a mobilização contrária a essa trend, com internautas promovendo mensagens de respeito em resposta à rejeição. Apesar das críticas, muitos questionam a ineficácia das autoridades em punir os responsáveis por esses conteúdos, que se mostram abertamente e sem receio. Nesse contexto, a discussão sobre o PL da Misoginia, que tramita na Câmara dos Deputados, também é relevante, enfrentando resistência de grupos conservadores que tentam desvirtuar a proposta.

Fonte: G1

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