O empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, denunciou uma ação de perseguição promovida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) contra sua loja em São Luís. O MP ingressou com uma ação civil pública exigindo o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos, alegando que a réplica da Estátua da Liberdade, que possui 35 metros de altura, causa ‘poluição visual’ e não possui licenças adequadas. Hang rebateu as alegações, afirmando que a obra foi realizada dentro da legalidade, com todos os alvarás necessários obtidos antes do início da construção. Segundo ele, o foco da questão não é a legalidade, mas sim uma clara perseguição à sua empresa.
O MPMA fundamenta seu pedido em um laudo da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), que considera o monumento como um símbolo publicitário irregular. O promotor Cláudio Rebêlo solicitou que a prefeitura priorize a análise da estrutura e, caso a regularização não ocorra, o MPMA pretende exigir a remoção forçada da réplica. Hang criticou a falta de atenção do MP para outras áreas de São Luís, como o Centro Histórico, que, segundo ele, está em estado de abandono, com muros pichados e sujeira nas ruas. Para Hang, a ação do MP não é realmente contra a estátua, mas sim um ataque à Havan e ao empreendedorismo que gera empregos e acredita no Brasil.
Apesar da disputa legal, Hang continua a expandir a Havan, prevendo um investimento de até R$ 2 bilhões em 2026, com o objetivo de alcançar 200 megalojas e 25 mil colaboradores diretos. Ele destacou que a unidade de São Luís é uma das mais lucrativas da rede e expressou sua gratidão pelo acolhimento dos maranhenses, afirmando que seguirá investindo no estado.
Fonte: Oeste












