Desde 2014, os países membros do Mercosul têm a opção de adotar placas veiculares padronizadas. Atualmente, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai utilizam esse modelo, embora a Venezuela esteja suspensa do bloco e a Bolívia ainda não tenha implementado as novas placas. O Brasil começou a usar as placas do Mercosul em 1º de dezembro de 2018, inicialmente para veículos novos e em casos de mudança de domicílio, sendo o Rio de Janeiro o primeiro estado a adotar a medida. As placas brasileiras apresentam fundo branco, faixa azul com o nome do país e o emblema do Mercosul, além de um QR Code que garante a autenticidade do veículo.
Recentemente, um projeto de lei foi proposto para reintroduzir os nomes de estados e municípios nas placas, bem como a bandeira da unidade da federação. A proposta, aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, visa facilitar a identificação dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos, segundo o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC). O relator da comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), enfatizou que a medida pode resgatar o significado cultural das placas, promovendo um forte senso de pertencimento regional. Essa mudança representa uma tentativa de fortalecer a identidade local dentro do contexto do Mercosul, além de aumentar a segurança pública e a identificação veicular. A proposta segue agora para a análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: G1








