Em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, o Irã apresentou, neste sábado, 25, suas condições para a conclusão da guerra, encaminhando uma lista de exigências ao governo do Paquistão, que atua como mediador nas negociações. As conversas, que ocorreram de forma indireta em Islamabad, não contaram com um contato direto entre as delegações iraniana e americana. O chanceler do Irã, Abbas Aragchi, enviou ao Paquistão documentos que delineiam as demandas de Teerã, além de ressalvas sobre as propostas dos Estados Unidos, cujo conteúdo ainda não foi tornado público. Apesar do otimismo demonstrado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que acredita que a nova proposta iraniana poderia atender aos interesses americanos para o fim do conflito, a atmosfera das negociações se mostrou mais tensa do que em encontros anteriores. O governo americano, representado por emissários como Steve Witkoff e Jared Kushner, buscava conversas diretas, mas Aragchi se recusou a dialogar fora de sua delegação. A retomada das negociações, inicialmente prevista para o dia 21, foi adiada, com Trump prorrogando o cessar-fogo para facilitar as tratativas. Enquanto isso, o bloqueio no Estreito de Ormuz continua, afetando o transporte de uma parte significativa do petróleo e gás natural do mundo, e a situação no Líbano apresenta novos desafios para a trégua em vigor. O presidente Trump, que mantém uma postura firme na região, enviou o porta-aviões USS George H.W. Bush para áreas próximas ao Golfo Pérsico, enfatizando sua capacidade de negociação, mas também a necessidade de segurança militar.
Fonte: Oeste










