O Brasil, reconhecido como uma das principais potências agrícolas mundiais, enfrenta sérios desafios devido à sua elevada dependência de fertilizantes importados. De acordo com um relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios, o país importou 88% dos adubos utilizados em 2025, totalizando 45,5 milhões de toneladas, um recorde histórico. Dessa quantidade, cerca de 45% dos fertilizantes vêm de regiões com instabilidade política, como Rússia, Bielorrússia e Irã. Essa situação torna o setor agrícola brasileiro vulnerável a oscilações bruscas nos preços, como demonstrado pela recente alta nos custos dos fertilizantes em meio ao conflito no Oriente Médio. Embora boa parte das plantações deste ano tenha utilizado adubos adquiridos antes do aumento dos preços, o impacto nos custos de produção da próxima safra é inegável. A dependência por fertilizantes, especialmente os de potássio e nitrogênio, é alarmante, com 96% do potássio e 95% do nitrogênio importados. A falta de exploração das reservas nacionais de potássio devido a entraves burocráticos e ambientais impede que o Brasil reduza essa dependência. Além disso, a reativação das fábricas de fertilizantes pela Petrobras é um passo positivo, mas ainda não é suficiente para garantir a autonomia do setor. A situação exige atenção urgente e políticas eficazes para garantir a segurança alimentar e a estabilidade econômica do país.
Fonte: G1







