A oposição brasileira lançou uma intensa campanha digital visando impedir a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A hashtag #VotouMessiasPerdeuEleicao rapidamente ganhou destaque nas redes sociais, especialmente no X, nesta quarta-feira, 29. Entre os políticos que participam desse movimento, destacam-se nomes como Gustavo Gayer (PL-GO), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Mauricio Marcon (Pode-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ), além do vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e do pré-candidato Renato Bolsonaro (PL-SP).
O deputado Carlos Jordy, conhecido por sua postura combativa, elevou o tom contra Messias, rotulando-o como ‘censurador’ e ‘capacho de Lula’. Em suas redes sociais, ele afirmou que a decisão do Senado sobre Messias é crucial e que qualquer senador que apoiar sua aprovação deve ser ‘expurgado’ nas próximas eleições. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já iniciou a sabatina do indicado, que necessita de 14 votos para avançar ao plenário, onde precisará do apoio de 41 senadores para ser aprovado e ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
A resistência à nomeação de Messias se deve ao seu histórico com a esquerda, marcado por polêmicas como o apelido ‘Bessias’, que surgiu em 2016, quando um áudio revelou que ele entregaria a Lula um termo de posse para assegurar foro privilegiado ao ex-presidente. Mais recentemente, sua gestão na Advocacia-Geral da União (AGU) foi alvo de críticas por ter notificado o X a remover postagens que atacavam projetos da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Caso aprovado, a entrada de Messias no STF consolidará a maioria de ministros indicados por Lula na Primeira Turma do tribunal, que já conta com figuras como Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Esse grupo é responsável por julgar ações sensíveis, incluindo denúncias sobre um suposto plano de golpe de Estado. O relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), já deu parecer favorável a Messias, apesar de sua recente implicação na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em sindicatos. O governo aposta em emendas e articulações políticas para garantir a aprovação de Messias no plenário.
Fonte: Oeste







