O governo federal, sob a gestão de Lula, divulgou recentemente um “dicionário” de gírias voltado para as gerações Z e Alpha, utilizando termos como “tankar”, “droppar” e “gag de la gag”. Essa iniciativa, que visa traduzir programas sociais para o público jovem, reflete uma estratégia de comunicação que prioriza um estilo de “influenciador” em detrimento de uma abordagem institucional séria. Ao adotar uma estética voltada para o entretenimento, o governo tem como objetivo aumentar o engajamento, mesmo que isso signifique abrir mão do decoro e da dignidade que a comunicação estatal deveria ter. A nova abordagem, impulsionada pelo marqueteiro Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação, parece ignorar a diversidade cultural do Brasil, reduzindo a identidade nacional a um formato que se encaixa nos algoritmos das redes sociais. Essa tentativa de “furar a bolha” é carregada de riscos, pois pode alienar muitos brasileiros que não se identificam com essa linguagem informal e caricata. Os custos dessa comunicação informal também são alarmantes; somente no primeiro semestre de 2025, os gastos com publicidade digital aumentaram 110%, totalizando R$ 69 milhões, dos quais R$ 2 milhões foram destinados a influenciadores para dar um aspecto de “periferia” às ações governamentais. Essa estratégia não apenas ignora a riqueza cultural do país, mas também pode gerar conteúdos inadequados, como um vídeo controverso que mostrava adolescentes dançando de forma sensual e foi rapidamente apagado após a repercussão negativa. O governo, ao se distanciar da seriedade e da responsabilidade que deveriam caracterizar a administração pública, corre o risco de criar um “ranking cultural” que desconsidera a complexidade e a diversidade do Brasil.
Fonte: Oeste







