O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve um aumento significativo de 2,73% em abril, comparado a um modesto crescimento de 0,52% em março. Este resultado eleva a alta acumulada no ano para 2,93%, enquanto a variação em 12 meses é de 0,61%. No mesmo período do ano passado, o IGP-M havia registrado uma alta expressiva de 9,24% em abril, com um acumulado de 8,50% em 12 meses.
A elevação observada em abril é influenciada por fatores externos, especialmente o conflito na região do Estreito de Ormuz, que impactou os preços das commodities. No atacado, as matérias-primas brutas subiram 6%, refletindo o choque nos preços. No varejo, os combustíveis foram os principais responsáveis pela alta, com a gasolina aumentando 6,3% e o diesel registrando um aumento ainda maior de 14,9%, o que pressionou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também apresentou um crescimento de 3,49% em abril, superando os 0,61% de março. Dentro deste grupo, os Bens Finais tiveram uma leve alta, passando de 0,80% para 0,90%. Já o indicador que exclui alimentos in natura e combustíveis passou de -0,09% para 0,78%.
Além disso, os Bens Intermediários mostraram uma aceleração, com alta de 2,81%. Sem considerar combustíveis e lubrificantes na produção, o aumento foi de 2,11%. O IPC, por sua vez, subiu 0,94% em abril, com Transporte, Alimentação, Saúde e Habitação se destacando entre os grupos que mais contribuíram para essa pressão inflacionária. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também registrou uma alta de 1,04%, acima dos 0,36% de março, com todos os seus componentes avançando, especialmente Materiais e Equipamentos, que saltaram de 0,28% para 1,40%.
Fonte: Oeste












