Jorge Messias anunciou que deixará o cargo de advogado-geral da União (AGU) após ser rejeitado pelo Senado, que votou 42 a 34 contra sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O comunicado foi feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada. Messias, que ocupa a função de advogado-geral, ressaltou que não se sente em condições de manter um diálogo contínuo com membros do Legislativo e do Judiciário que se opuseram à sua nomeação. O presidente Lula pediu que Messias reavalie sua decisão durante o fim de semana.
A rejeição de Messias no Senado representa uma derrota histórica para Lula, interrompendo um padrão de aprovações que perdurava desde 1894. O Palácio do Planalto está analisando as articulações que levaram a essa derrota significativa. Messias atribui o resultado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e aos ministros do STF, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que teriam atuado contra sua nomeação. Moraes, em particular, buscou impedir o fortalecimento do ministro André Mendonça, relator de um caso controverso envolvendo o Banco Master, além de apoiar o senador Rodrigo Pacheco para a vaga.
As relações entre Messias e Dino também são tensas desde que ambos disputaram a vaga da ministra Rosa Weber no STF, com Dino saindo vitorioso dessa disputa. Essa situação evidencia a dinâmica de poder e a rivalidade dentro do governo e do Judiciário, onde as alianças e desavenças têm um impacto direto nas decisões políticas.
Fonte: Oeste






