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Empresas nos EUA usam bolsas para lacrar celulares; será que no Brasil funciona?

Um artigo do jornal “Financial Times” revela uma prática inusitada adotada por empresas nos Estados Unidos, que tem como objetivo reduzir distrações e proteger informações sensíveis: o uso de bolsas lacradas para guardar celulares durante o expediente. A iniciativa já é utilizada em diferentes setores e busca limitar o uso de aparelhos celulares no ambiente de trabalho, além de reforçar a segurança de dados. A empresa ID.me é um exemplo, tendo implementado essa medida para cerca de 290 funcionários há três anos. Os celulares são colocados em bolsas que só podem ser abertas em estações magnéticas específicas, permitindo que os trabalhadores ainda percebam chamadas e notificações urgentes, mas restringindo o uso durante o trabalho. Esse movimento é apoiado por líderes corporativos como Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, que critica o uso excessivo de celulares em reuniões, considerando-o desrespeitoso e prejudicial à produtividade. Apesar da resistência inicial dos funcionários, alguns relataram que a medida melhorou suas interações no ambiente de trabalho. A questão se levanta: será que uma prática como essa poderia ser implementada no Brasil? Embora as empresas brasileiras possam restringir o uso de celulares, é fundamental que tal medida respeite a privacidade e a dignidade dos trabalhadores. O juiz do trabalho Luiz Antonio Colussi destaca que a fiscalização deve ser proporcional e sensata, permitindo exceções para emergências e intervalos. Assim, a discussão sobre a eficácia dessa prática continua, com especialistas apontando que o impacto na produtividade pode variar conforme a natureza do trabalho realizado.

Fonte: G1

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