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Anvisa aprova fabricação de vacina contra chikungunya do Butantan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira, 4, a fabricação da vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante, denominado Butantan-Chik, já havia recebido autorização em 2025 e se destaca por ser o primeiro do tipo liberado no mundo. A produção nacional, segundo o Butantan, permitirá ampliar o acesso à vacina e facilitar sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor do instituto, Esper Kallás, classificou essa aprovação como um marco significativo tanto para a instituição quanto para a saúde pública no Brasil. Estudos publicados na revista científica The Lancet demonstraram que 98,9% dos participantes dos testes clínicos desenvolveram anticorpos neutralizantes contra o vírus da chikungunya. A vacina exige apenas uma dose e demonstrou manter níveis de proteção por pelo menos seis meses. Relatos sobre eventos adversos indicaram que esses foram leves ou moderados, com queixas como dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre. Nos Estados Unidos, mais de 4 mil pessoas entre 18 e 65 anos participaram dos testes. Desde o início deste ano, o SUS começou a distribuir a vacina em cidades com maior incidência da chikungunya, dentro de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde, resultando na aplicação da dose em cerca de 23 mil brasileiros. É importante ressaltar que a vacina é contraindicada para gestantes, imunossuprimidos e imunodeficientes, pois contém vírus atenuado. A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti e pode causar febre e dores intensas nas articulações, entre outros sintomas, que podem persistir por até 90 dias.

Fonte: Oeste

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