Cuba vivenciou mais de mil protestos, queixas e manifestações em abril, conforme um levantamento do Observatório Cubano de Conflitos (OCC). Este número alarmante surge em um contexto de crescente repressão e uma campanha nacional do regime que tenta forçar a assinatura de um documento de lealdade por parte da população. As manifestações expressam o descontentamento com a crise de serviços básicos, a deterioração da economia e o aumento da insegurança. Embora o total de protestos tenha diminuído ligeiramente em comparação a março, a atuação policial e a presença militar nas ruas, parques e bairros se intensificaram. O OCC destacou 305 ações de desafio direto ao Estado, incluindo mobilizações tanto físicas quanto digitais. Um caso emblemático é o de Javier Ernesto Martín Gutiérrez, conhecido como ‘Homem-Aranha’, que denunciou publicamente as injustiças durante oito dias até ser detido por agentes do regime. A maioria das manifestações ocorreu em redes sociais, onde os cubanos denunciaram a militarização de espaços civis e a existência de presos políticos. Além disso, o observatório registrou um aumento significativo da insegurança, que se tornou a segunda principal causa de queixas da população, com 185 ocorrências. O regime respondeu com 176 atos repressivos, incluindo prisões arbitrárias. Na esfera econômica, foram contabilizados 130 protestos relacionados a questões como alimentação e inflação, refletindo uma grave crise estrutural que impacta diretamente a vida cotidiana dos cubanos. O OCC conclui que a situação é crítica, exigindo atenção internacional e apoio à luta pela liberdade e direitos humanos em Cuba.
Fonte: Oeste







