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Hugo Motta se opõe à criação de estatal para minerais estratégicos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do partido Republicanos da Paraíba, manifestou sua oposição à criação de uma estatal destinada à exploração de minerais críticos no Brasil. A declaração ocorreu na quarta-feira, 6, durante debates sobre a política nacional para o setor mineral, que é considerado fundamental para as indústrias tecnológica, energética e de defesa. Motta argumentou que a implementação de um conselho especializado seria suficiente para coordenar as iniciativas do país nessa área, enfatizando que o papel do Estado deve ser o de regulador e não de operador direto na economia.

A proposta de criação da estatal, que chegou a avançar dentro do governo federal com o nome sugerido de Terrabras, contava com o apoio de parlamentares ligados à chamada Federação Brasil da Esperança, composta por partidos como PT, PV e PCdoB. No entanto, a resistência do presidente Lula da Silva, preocupando-se com as repercussões para sua campanha à reeleição, acabou por enfraquecer a ideia dentro do governo.

Atualmente, a tendência é que o novo modelo se concentre na formação do Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos. Esse debate surge em um contexto de crescente competição internacional por minerais considerados estratégicos, como lítio, nióbio, cobalto e terras raras, essenciais na produção de baterias, veículos elétricos e equipamentos eletrônicos. O relator do projeto na Câmara, deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania de São Paulo, também confirmou que o governo decidiu abandonar a criação da estatal, priorizando mecanismos de regulação e incentivo à industrialização desses recursos em território nacional.

Fonte: Oeste

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