O deputado federal Marcel van Hattem, do partido Novo do Rio Grande do Sul, qualificou a decisão do Conselho de Ética da Câmara que resultou na suspensão de seu mandato e de outros dois parlamentares, Marcos Pollon e Zé Trovão, como uma clara “perseguição à direita”. Em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, Van Hattem afirmou que irá recorrer da decisão e expressou sua convicção de que a punição não será confirmada no plenário da Casa. A suspensão, aprovada por 13 votos a 4, ocorreu após o trio de deputados ter ocupado a Mesa Diretora em agosto de 2025, em um ato pacífico contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Van Hattem ressaltou que a suspensão é desproporcional e comparou a situação a episódios semelhantes ocorridos no passado, onde membros da esquerda não sofreram punições equivalentes por ocupações e invasões dentro da Câmara. Ele enfatizou que sua suspensão é uma retaliação por lutar pela anistia e que, caso estivessem envolvidos em atos de corrupção, a história poderia ser diferente. O deputado aguarda a publicação oficial da decisão no Diário do Conselho de Ética para formalizar seu recurso, destacando que a suspensão depende ainda da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da votação no plenário.
Durante a entrevista, Van Hattem criticou também o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmando que ele enfrenta dificuldades políticas e perdeu influência dentro da Casa, o que, segundo o parlamentar, contribuiu para a aprovação da suspensão. Ele ainda mencionou a possibilidade de uma ação no STF em decorrência de uma denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República sobre um discurso que fez contra um delegado da Polícia Federal. Por fim, o deputado comentou um recente embate com um general do Exército e afirmou que o ministro da Defesa, José Múcio, pediu desculpas pelo ocorrido, reforçando sua expectativa de que providências sejam tomadas em relação ao militar.
Fonte: Oeste











