Os Estados-membros da União Europeia (UE) e o Parlamento Europeu chegaram a um consenso nesta quinta-feira (7) para proibir ferramentas de Inteligência Artificial (IA) que geram imagens sexuais falsas sem o consentimento das pessoas envolvidas. Essa decisão foi impulsionada pela introdução do Grok, assistente de IA da xAI, empresa fundada por Elon Musk, que permite aos usuários criar imagens hiper-realistas, incluindo deepfakes, de adultos e crianças nus a partir de fotos reais, sem a autorização das pessoas retratadas. Essa funcionalidade gerou um grande escândalo e levou à abertura de uma investigação na UE. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi uma das vozes que se levantaram contra esse tipo de tecnologia, denunciando a geração de fotos falsas com sua imagem e classificando a ferramenta como “perigosa”. O Parlamento Europeu enfatizou que a nova proibição se aplica a sistemas que criam imagens, vídeos e sons de natureza pedopornográfica ou que retratam partes íntimas de indivíduos identificáveis, além de conteúdos que mostram pessoas em atividades sexuais sem consentimento. A regulamentação entrará em vigor em 2 de dezembro de 2026, exigindo que os serviços de IA implementem medidas de segurança para evitar a geração desse tipo de conteúdo. Essa medida faz parte de uma revisão da legislação sobre IA, que foi aprovada formalmente há dois anos, e também incluiu um adiamento na implementação de novas normas para sistemas de IA considerados de alto risco, usados em áreas sensíveis como segurança e saúde.
Fonte: G1











