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Polícia do DF investiga corrupção envolvendo funcionários do BRB

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, no dia 7 de setembro, a Operação Insider, com o objetivo de investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e corrupção que envolve funcionários do Banco de Brasília (BRB), além de empresários e empresas. A investigação teve início após o próprio banco relatar movimentações financeiras suspeitas em uma de suas agências situada em Ceilândia. Os dados indicam que os valores investigados teriam origem em uma fraude milionária que utilizava boletos falsos, registrada em 2025 em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Criminosos alteravam os códigos de barras dos boletos, redirecionando os pagamentos para contas diferentes das originais, e parte desse montante teria sido enviado a contas vinculadas aos funcionários do BRB. Os investigadores informaram que os recursos eram movimentados através de sucessivas transferências entre contas de pessoas físicas e jurídicas, além de saques e depósitos em espécie, com o intuito de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. Um dos depósitos investigados ultrapassou R$ 1 milhão, e a apuração também aponta para repasses que envolvem empresários e servidores públicos. A investigação ainda analisa a atuação de um funcionário da BRB DTVM, que teria participado da venda de carteiras de ativos totalizando mais de R$ 60 milhões. O delegado Diogo Cavalcante, da Delegacia de Repressão à Corrupção, destacou que a operação se iniciou com informações fornecidas pelo próprio banco, revelando um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e corrupção. Até o momento, não foram encontrados indícios de prejuízo direto ao BRB ou a seus correntistas. A Justiça já cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, bloqueando valores e bens dos investigados, incluindo veículos de luxo e imóveis. Os suspeitos podem enfrentar graves acusações, como organização criminosa e corrupção, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão. O BRB, por sua vez, comunicou que está colaborando com as autoridades e tomando medidas para garantir a conformidade de suas operações.

Fonte: Oeste

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