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Geadas e frio extremo colocam em risco safra de milho e feijão no Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta nesta quinta-feira, 7, acerca das condições climáticas adversas que já afetam a segunda safra de grãos, especialmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul. O atraso na colheita comprometeu a janela ideal para o plantio de culturas subsequentes, aumentando os riscos devido à escassez de chuvas e à chegada de massas de ar frio características do mês de maio. Durante a semeadura das lavouras de milho e feijão, os produtores enfrentaram uma significativa redução nos volumes de chuva, especialmente no oeste do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul.

As culturas de milho e feijão estão atravessando fases críticas entre abril e início de maio e já sofreram impactos diretos da falta de água justamente no período de maior demanda. Embora tenha havido um aumento nas chuvas no fim de abril e no começo de maio, o Inmet já registrou perdas em parte das lavouras. A previsão meteorológica indica a aproximação de uma intensa massa de ar polar, afetando não apenas o Sul do Brasil, mas também o sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com queda acentuada nas temperaturas e risco elevado de geadas.

A preocupação é especialmente alta em Ponta Grossa (PR), onde há cerca de 33 mil hectares cultivados com milho de segunda safra. Dados do Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL) revelam que aproximadamente 95% da área cultivada está em fases vulneráveis ao estresse térmico, com 25% das lavouras em floração e 70% em frutificação. A previsão indica temperaturas mínimas em torno de 3,6 °C na próxima terça-feira, 12, o que pode resultar em falhas na polinização, redução na formação dos grãos e queda na produtividade.

Além do frio, as previsões também indicam chuvas intensas, com a passagem de uma frente fria pela Região Sul, podendo provocar temporais nas áreas sudoeste e centro-sul do Paraná, e no norte de Santa Catarina, com acumulados de chuva superiores a 80 milímetros. As temperaturas devem permanecer baixas em grande parte da região, com áreas serranas de Santa Catarina e do centro-sul do Paraná registrando mínimas abaixo de 2 °C. A situação exige atenção redobrada dos produtores, que enfrentam um cenário desafiador para a safra.

Fonte: Oeste

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