O mafioso italiano Vincenzo Pasquino, preso na Penitenciária Federal de Brasília, revelou em delação que o Primeiro Comando da Capital (PCC) financiava 50% do envio de cocaína para a Europa. As declarações foram feitas em um depoimento a procuradores antimáfia da Itália, se tornando uma das mais relevantes investigações sobre a colaboração entre o PCC e a máfia italiana, ‘Ndrangheta. Pasquino, que começou a colaborar com a Justiça brasileira e depois foi extraditado para a Itália, declarou que a aliança se consolidou em 2018, com integrantes da máfia calabresa negociando diretamente com o PCC no Brasil. A Operação Samba, deflagrada em dezembro de 2024, teve como base suas denúncias, visando desmantelar um consórcio criminoso que enviava toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa. Segundo o mafioso, o PCC vendia a cocaína a um preço de € 5 mil por quilo, e os custos logísticos e propinas aumentavam para € 7,5 mil antes da distribuição na Europa. A droga era desembarcada principalmente no porto de Gioia Tauro, na Calábria, um dos maiores terminais de contêineres do Mediterrâneo, sob controle da ‘Ndrangheta. Além disso, Pasquino indicou que a máfia italiana também teve contatos com o Comando Vermelho, mas não formalizou parcerias, ao contrário do que foi estabelecido com o PCC. O depoimento de Pasquino traz à tona a complexa rede de tráfico de drogas que envolve organizações criminosas tanto no Brasil quanto na Europa, destacando a gravidade do problema do narcotráfico internacional.
Fonte: Oeste







