A Coreia do Norte recentemente alterou sua Constituição para estabelecer que um ataque nuclear retaliatório será lançado automaticamente caso seu líder, Kim Jong Un, venha a falecer ou ficar incapacitado. A informação foi reportada na última sexta-feira, 8, pelo jornal britânico The Telegraph, com base em dados do serviço de inteligência da Coreia do Sul. Segundo a nova cláusula aprovada pela Assembleia Popular Suprema, reunida em março em Pyongyang, o comando das forças atômicas do país poderá reagir de forma imediata se perceber que está sob ameaça. A nova política nuclear da Coreia do Norte surge em um contexto de crescente tensão internacional e foi intensificada após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em uma ofensiva israelense que contou com apoio dos Estados Unidos. O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul informou as autoridades governamentais sobre essa atualização constitucional, que também prevê ações de retaliação militar caso a liderança do regime seja eliminada em um conflito. Nos últimos tempos, Kim Jong Un intensificou suas declarações contra Seul e Washington, rotulando a Coreia do Sul como o ‘Estado mais hostil’ ao regime comunista e prometendo ampliar a capacidade nuclear da nação. A revisão constitucional reflete uma estratégia política mais ampla de Pyongyang, que já reconheceu formalmente as duas Coreias como Estados separados e retirou menções à reunificação da península. Além disso, Kim aumentou suas críticas aos Estados Unidos, acusando-os de ‘terrorismo de Estado e agressão’, e sinalizando uma possível postura mais agressiva em alianças contrárias aos interesses norte-americanos em um cenário geopolítico em constante mudança.
Fonte: Oeste








