Os planos de saúde coletivos no Brasil registraram um reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na última sexta-feira, 8. Embora essa seja a menor alta dos últimos cinco anos, o percentual ainda é mais do que o dobro da inflação oficial acumulada no período, que foi de 3,81%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A ANS é responsável pela regulação do setor e os dados se referem aos contratos coletivos, que são utilizados por empresas, empresários individuais e associações de classe. O reajuste foi considerado necessário pela agência, que ressalta que os custos do setor de saúde também incluem o aumento nos preços de produtos e serviços médicos, além da frequência de utilização dos planos pelos beneficiários.
Entre 2022 e 2025, os reajustes nos planos coletivos permaneceram acima de 10%, com um aumento médio de 14,13% em 2023 e 13,18% em 2024. A última vez que os planos coletivos tiveram um reajuste menor foi em 2021, durante a pandemia de covid-19, quando o índice foi de 6,43%, resultado da diminuição na realização de consultas e procedimentos eletivos.
A maioria dos contratos coletivos, que representam 77% dos clientes, com 30 ou mais beneficiários, registrou um reajuste médio de 8,71%. Já os contratos com até 29 vidas tiveram uma alta mais expressiva, de 13,48%. O Brasil encerrou março de 2026 com 53 milhões de vínculos em planos de saúde, e o setor faturou R$ 391,6 bilhões em 2025, alcançando um lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado. Esses números revelam o crescimento contínuo do setor, apesar das críticas aos constantes aumentos acima da inflação.
Fonte: Oeste








