A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chegou à Holanda no último domingo, 10, para apresentar a defesa da reivindicação de Caracas sobre o território de Essequibo, em disputa com a Guiana há mais de um século. Ao desembarcar no Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, Rodríguez enfatizou a importância histórica do território para a Venezuela desde a sua formação como República. O tribunal, localizado em Haia, está atualmente conduzindo uma série de audiências para examinar as reivindicações dos dois países sul-americanos sobre a região, que possui cerca de 160 mil quilômetros quadrados e é rica em recursos naturais, incluindo ouro, diamantes e reservas de petróleo. A Venezuela argumenta que o território lhe pertence desde o período colonial espanhol, embora a linha de fronteira atual tenha sido estabelecida por uma arbitragem internacional em 1899, favorável à Guiana Britânica. A atual administração, liderada por Nicolás Maduro, reabriu o debate sobre o Essequibo no segundo semestre de 2023, contestando a decisão e afirmando que o Acordo de Genebra de 1966 permite uma reavaliação da arbitragem. Rodríguez declarou, no aeroporto, que está em Haia para defender o Acordo de Genebra, que reconhece a disputa sobre o Essequibo, e reforçou que a Venezuela tem lutado pela legalidade internacional. Apesar da participação nas audiências, o governo venezuelano não reconhece a jurisdição da Corte Internacional de Justiça para decidir sobre a disputa. O chanceler guianense, Hugh Hilton Todd, também se manifestou sobre o impasse territorial, ressaltando que a disputa envolve cerca de 70% do território nacional da Guiana. A presença de Rodríguez reflete a determinação da Venezuela em apresentar seus argumentos diretamente aos juízes, embora mantenha sua posição de não reconhecer a autoridade do tribunal para decidir sobre o mérito da questão.
Fonte: Oeste











