Em um momento crucial de discussão sobre a reforma da jornada de trabalho no Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do partido Republicanos da Paraíba, manifestou a intenção de criar um consenso entre diferentes grupos políticos a respeito do fim da escala 6×1. Em um evento realizado em Brasília, ele enfatizou que a proposta de redução da jornada de trabalho deve ser uma prioridade para toda a sociedade, e não apenas uma questão partidária. “Vamos sentar para fazer um texto de convergência”, afirmou Motta, destacando que a expectativa é que a nova legislação seja bem recebida pela população, que, segundo pesquisas, apoia essa mudança em mais de 70%.
No entanto, a transição para uma nova jornada de trabalho enfrenta divergências dentro do governo. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, se opõe a qualquer fase de transição, argumentando que isso atrasaria as mudanças necessárias. Por outro lado, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, está aberto a discutir exceções, mas é contra compensações financeiras para as empresas afetadas.
Os empresários, por sua vez, pedem que a transição seja acompanhada de compensações, já que acreditam que a alteração pode aumentar os custos e a informalidade no mercado. A oposição sugere um período de adaptação de quatro anos para a nova jornada.
O relator do projeto, deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, deve apresentar seu parecer na próxima quarta-feira, dia 20. Hugo Motta reafirmou que o objetivo é aprovar a nova legislação ainda em maio, estabelecendo dois dias de descanso remunerado por semana e uma redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem cortes salariais. “Nossa prioridade agora é entregar essa redução a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil até o fim de maio”, concluiu Motta.
Fonte: Oeste



