O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, anunciou neste domingo, 17, que os pedidos para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigue o Banco Master respeitarão as normas regimentais da Casa. Essa decisão surge após novos desdobramentos que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, patrocinador de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, levando a um aumento nos pedidos de CPI, que já somam sete solicitações em tramitação.
Motta destacou que “vamos cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente”, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a seriedade do processo legislativo. Além disso, duas novas CPIs estão sendo articuladas: uma pela oposição, liderada pelo senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, e outra pela base governista, sob coordenação do deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro. Ambas as iniciativas ainda buscam o número necessário de assinaturas para avançar.
Na última sexta-feira, Lindbergh Farias já havia apresentado um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal (STF), exigindo a abertura de uma CPMI (Comissão Mista de Inquérito) composta por deputados e senadores. Além das CPIs mencionadas, há cinco outros requerimentos que já atingiram o número mínimo de assinaturas, mas aguardam deliberação. O cenário político se torna ainda mais complexo com a necessidade de aprovação do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, para a tramitação no Senado. Na Câmara, Hugo Motta já descartou a instalação imediata de uma CPI, ressaltando que existem solicitações mais antigas que ainda precisam ser analisadas.
Fonte: Oeste



