O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Paris para participar de reuniões preparatórias para a cúpula do G7, que ocorrerá em junho deste ano. Durante um evento com acadêmicos e políticos locais, Durigan expressou sua disposição em discutir a adoção de um imposto mínimo sobre os ultrarricos, seguindo o exemplo da reforma fiscal aprovada no Brasil em 2025. Embora o tema não seja uma prioridade nas reuniões de ministros das Finanças do G7, que incluem as maiores economias desenvolvidas, Durigan enfatizou a importância desse debate. Ele afirmou: ‘Eu sou muito disposto a levar esse debate porque é um debate do nosso tempo’. O ministro também mencionou que a presidência do G7 pode proporcionar uma plataforma valiosa para discutir justiça tributária. A reforma fiscal brasileira, que introduziu um imposto progressivo de até 10% sobre grandes fortunas, é vista como um modelo para os esforços globais nesse sentido. No entanto, a resistência de alguns países, especialmente os Estados Unidos, ainda é um desafio. Durigan também abordou a necessidade de discutir outros tópicos relevantes, como a atração de investimentos estrangeiros e o acesso a minerais críticos, que são essenciais para a economia digital. Ele destacou que um novo marco regulatório no Brasil pode impulsionar investimentos nessa área, enfatizando a importância de garantir segurança jurídica para evitar a judicialização. O ministro se reunirá com líderes internacionais para discutir as implicações da guerra no Oriente Médio e sua influência sobre os preços de energia. Essa abordagem ressalta a intenção do Brasil de se posicionar como um ator relevante no cenário econômico global, defendendo a liberalização econômica e a justiça fiscal ao mesmo tempo.
Fonte: G1



