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Acordo agrícola entre EUA e China e suas implicações no comércio global

Em um acordo significativo, a China anunciou que irá comprar pelo menos US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões) anualmente em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de soja, por um período de três anos. A decisão foi divulgada pela Casa Branca após uma cúpula entre os líderes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada em Pequim. A China, reconhecida como a maior importadora de produtos agrícolas do mundo, havia reduzido suas compras dos EUA em decorrência da guerra comercial que ocorreu no ano anterior. O novo compromisso pode elevar as importações agrícolas da China dos EUA para entre US$ 28 bilhões e US$ 30 bilhões (R$ 141,8 bilhões a R$ 152 bilhões) anualmente, embora ainda abaixo do pico de US$ 38 bilhões (R$ 192,5 bilhões) registrado em 2022. Para atingir essa meta, a China terá que aumentar substancialmente suas compras de trigo, grãos para ração, carne e produtos agrícolas não alimentícios. Além disso, a China deverá redirecionar suas compras de fornecedores rivais, como Brasil e Austrália, que são atualmente os principais fornecedores de soja e trigo. O aumento nas compras dos EUA pode impactar diretamente a demanda por produtos de países como Canadá e Argentina. No tocante à soja, as expectativas são de que a China comece a adquirir a nova safra em outubro, devido aos preços competitivos oferecidos pelos Estados Unidos. As estatais chinesas de comércio devem liderar essas aquisições, mesmo com a tarifa adicional de 10%. O cenário indica uma possível recuperação das relações comerciais entre os dois países, com a expectativa de que as importações de carne bovina e de aves dos EUA cresçam, corroborando a promessa de cooperação comercial entre as nações.

Fonte: G1

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