O advogado-geral da União, Jorge Messias, decidiu se afastar de suas atividades públicas a partir desta quarta-feira, 13, após o Senado rejeitar sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa situação gerou um impacto significativo na gestão do presidente Lula. De acordo com fontes, Messias planeja tirar duas semanas de férias para refletir sobre sua permanência no governo. Durante esse período, ele busca evitar a exposição na mídia, temendo que sua imagem de derrotado possa prejudicar processos jurídicos relevantes para a União. Essa estratégia é uma tentativa de proteger o governo de possíveis desgastes políticos no Judiciário, dado o contexto da rejeição em sua indicação, que foi considerada histórica.
A Advocacia-Geral da União (AGU) já está sentindo os efeitos dessa decisão, pois Messias não participou do recente julgamento sobre a divisão dos royalties do petróleo, um caso que envolve significativas quantias financeiras. A defesa da União foi realizada por sua substituta, Flávio José Roman, enquanto a advogada Andrea Dantas assumiu o papel de defesa no tribunal. Essa mudança na dinâmica de trabalho é vista como uma maneira de resguardar a imagem do governo no Judiciário.
Após a rejeição, Jorge Messias considerou entregar o cargo, mas o presidente Lula o orientou a não tomar decisões apressadas e sugeriu que ele continuasse à frente da AGU. Aliados defendem que a rejeição não foi resultado de falhas pessoais, mas sim de disputas políticas entre o Congresso e o Executivo. O plano é que Messias retorne no dia 25 de maio, mas sua função de representação no STF ficará suspensa até que ele recupere seu espaço político.
Fonte: Oeste












