O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou sua defesa ao padrão sanitário brasileiro e criticou o recente veto da União Europeia (UE) à importação de carne brasileira. Alckmin afirmou que o veto deve ‘se equacionar’, enfatizando a importância das relações comerciais e a necessidade de garantir a qualidade sanitária dos produtos nacionais. O veto, que foi anunciado na terça-feira (12), está relacionado às exigências da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária brasileira. Durante sua participação no 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília, o vice-presidente destacou que o Brasil possui um histórico de cuidados sanitários reconhecidos internacionalmente. Ele mencionou que, apesar das dificuldades enfrentadas, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos, as relações comerciais estão se desenvolvendo e que reuniões importantes entre representantes do Brasil e dos EUA estão programadas para os próximos dias. Alckmin também ressaltou os acordos do Mercosul com países como Singapura e com a União Europeia, considerando-os como fundamentais para o fortalecimento do agronegócio brasileiro. Entretanto, a exclusão do Brasil da lista de países que cumprem as normas sanitárias da UE representa uma nova tensão entre o bloco europeu e o agronegócio nacional. O governo brasileiro, por sua vez, recebeu a decisão com surpresa e já se mobiliza diplomática e politicamente para reverter o veto antes da implementação das restrições, prevista para 3 de setembro. A principal preocupação do governo é que a carne bovina é um dos produtos de maior valor agregado exportados pelo Brasil, e a decisão da UE também afeta outros produtos, como carne de frango e ovos.
Fonte: G1



