O ex-ministro Aldo Rebelo declarou que tomará medidas legais contra o partido Democracia Cristã (DC) caso este avance com a candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à presidência da República. Essa declaração surge após a cúpula do DC anunciar Barbosa como novo pré-candidato ao cargo, o que gerou uma crise interna significativa na legenda. Rebelo, que recebeu o apoio oficial do partido em fevereiro para liderar a chapa majoritária, criticou o anúncio do rival, descrevendo-o como uma mera tentativa de sondagem e ressaltando que Barbosa permanece em silêncio sobre a situação. “Se houver ameaça à minha pré-candidatura, a questão será judicializada”, afirmou Rebelo, indicando que a disputa interna deve ser decidida na convenção nacional agendada entre julho e agosto. A indicação de Barbosa provocou reações adversas nos diretórios estaduais do DC, com o presidente da filial de São Paulo, Cândido Vaccarezza, chamando-o de figura “inapoiável” e prometendo trabalhar para derrotá-lo internamente. O chefe nacional do DC, João Caldas, defendeu a escolha de Barbosa, alegando que ele apresenta melhores números de intenção de voto em comparação a Rebelo, especialmente em estados como Paraná e Rio de Janeiro. Joaquim Barbosa, que ganhou notoriedade como relator do processo do Mensalão, foi indicado ao STF pelo presidente Lula e se aposentou em 2014. Rebelo, por sua vez, ocupou cargos em governos petistas, demonstrando a complexidade e os conflitos internos que permeiam a política brasileira atual.
Fonte: Oeste



