A Amazon anunciou na terça-feira (14) a aquisição da empresa de satélites Globalstar em um acordo avaliado em US$ 11,57 bilhões. Essa movimentação estratégica visa fortalecer o setor emergente de satélites da companhia, que pretende competir diretamente com a Starlink, de Elon Musk. Após a confirmação da negociação, as ações da Globalstar apresentaram um aumento superior a 9% no pré-mercado, somando uma alta de mais de 6% nas semanas anteriores, reflexo das expectativas em torno do negócio. Em 2022, as ações da Globalstar quase dobraram de valor e já registraram um avanço de cerca de 12% em 2026, antes da oficialização do acordo. A Amazon projeta lançar cerca de 3.200 satélites em órbita baixa da Terra até 2029, sendo que metade deles deve estar operacional até julho de 2026, conforme exigências regulatórias. Hoje, a empresa já opera mais de 200 satélites e planeja lançar seu serviço de internet via satélite ainda neste ano. O projeto de satélites da Amazon, iniciado em 2019 pelo fundador Jeff Bezos sob o nome Project Kuiper, agora é conhecido como Amazon Leo. Em contraste, a Starlink, líder do setor, já opera mais de 10 mil satélites e possui mais de 9 milhões de usuários globalmente. A Globalstar, com sede em Covington, Louisiana, é reconhecida por fornecer a tecnologia do recurso “SOS de Emergência” da Apple e atualmente opera cerca de 20 satélites, com planos de ampliar sua rede para 54 satélites em parceria com a Apple.
Fonte: G1












