A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou suas ações para coibir a entrada de canetas emagrecedoras provenientes do Paraguai, ampliando a lista de produtos proibidos no Brasil. A agência tem reforçado operações de fiscalização em resposta ao crescente comércio irregular de medicamentos para perda de peso, especialmente por meio da internet e redes sociais. Recentemente, a Anvisa determinou a apreensão e a proibição de várias marcas que estavam sendo comercializadas sem a devida autorização. Entre os produtos estão aqueles que contêm tirzepatida e retatrutida, substâncias utilizadas em medicamentos para obesidade e diabetes. Essa nova ofensiva também abrange a proibição de uma marca recém-lançada no mercado paralelo, uma vez que esses produtos não possuem registro sanitário e representam riscos à saúde dos consumidores. A popularidade dessas canetas ilegais se deve à disparidade de preços entre o Brasil e o Paraguai, especialmente em cidades fronteiriças, onde medicamentos similares têm sido comercializados de maneira informal. Além disso, muitos desses produtos são fabricados por empresas desconhecidas, o que dificulta a rastreabilidade em caso de efeitos adversos. A atuação da Anvisa ocorre em um contexto de controvérsia, após a suspensão da venda de lotes de detergentes da marca Ypê, levantando suspeitas de perseguição política, especialmente devido ao histórico de doações da empresa à campanha de Jair Bolsonaro. Após a pressão pública, a Anvisa revisou parte das restrições impostas, aumentando a atenção às suas decisões. A agência anunciou novas medidas para monitorar importadoras e endurecer regras de manipulação, com o objetivo de combater o crescimento do mercado clandestino de medicamentos para emagrecimento.
Fonte: Oeste










