Nos últimos dez anos, o lema ‘América Primeiro’ tem sido um grito de união contra intervenções militares no exterior. No entanto, com os bombardeios dos Estados Unidos sobre o Irã, muitos apoiadores do presidente Donald Trump estão adotando uma postura mais firme em relação à campanha no exterior, afirmando que essa ação ainda se alinha com a doutrina defendida por Trump. Durante o primeiro dia da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos subúrbios de Dallas, os participantes discutiram o conflito no Irã não como uma ruptura com a visão de mundo do ex-presidente, mas sim como uma extensão natural de suas políticas. Essa postura revela a resiliência do apoio à abordagem de Trump em relação à política externa, mesmo diante de desafios que, à primeira vista, poderiam parecer contraditórios ao princípio de ‘América Primeiro’. O sentimento entre os apoiadores sugere que a defesa da soberania e a segurança nacional continuam a ser prioridades, e que as ações empreendidas no Irã são vistas como necessárias para proteger os interesses americanos no cenário global. Essa mudança de narrativa entre os conservadores indica um forte compromisso com a visão de Trump, reafirmando a ideia de que a força militar pode ser uma ferramenta válida dentro do escopo de uma política externa que prioriza os interesses dos Estados Unidos.
Fonte: Al‑Monitor












