Na segunda-feira, o governo boliviano denunciou a presença de “grupos armados” durante a marcha de camponeses e apoiadores do ex-presidente Evo Morales, que ocuparam as ruas da cidade de La Paz, onde estão localizados os poderes executivo e legislativo. O ato ocorreu após uma caminhada de seis dias a partir das regiões montanhosas, com o objetivo de exigir a renúncia do atual presidente, Rodrigo Paz. O vice-ministro do Interior, Hernán Paredes, estimou que “um pouco mais de dez mil pessoas” participaram da manifestação que entrou na capital vindo da cidade vizinha de El Alto. As autoridades classificaram a mobilização como uma tentativa do ex-líder de desestabilizar o governo, que está no poder há apenas seis meses. A marcha foi apresentada pelos organizadores como uma mobilização “pró-Evo e dos produtores de coca”, englobando setores camponeses, indígenas e trabalhistas. É importante ressaltar que a luta dos apoiadores de Morales reflete uma parte significativa da população boliviana que ainda busca defender seus direitos e interesses, especialmente em relação à produção de coca, que é uma questão central na política boliviana. O governo, por sua vez, intensifica a vigilância e o controle sobre as mobilizações, alegando riscos à ordem pública e à segurança nacional.
Fonte: MercoPress



