O Banco de Brasília (BRB) convocou uma assembleia geral de acionistas para o dia 22 de novembro, com o objetivo de deliberar sobre um aumento de capital. Essa iniciativa é uma resposta à necessidade de adequação às normas do Banco Central (BC), visando corrigir o desenquadramento da instituição. O BRB está explorando diversas alternativas para reequilibrar sua situação financeira, incluindo a possibilidade de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e operações de securitização da dívida ativa.
Recentemente, o banco já avançou em um desses caminhos ao firmar um acordo com a Quadra Capital para a venda de carteiras de crédito do Banco Master, embora essa medida não resolva completamente os desafios enfrentados. O plano central para a recuperação do BRB envolve a atuação do Governo do Distrito Federal (GDF), que controla a instituição. O governo está buscando levantar até R$ 6,6 bilhões através de um pacote que inclui recursos do FGC e a participação de um grupo de bancos.
Além disso, o BRB planeja emitir até 1 bilhão de ações ordinárias e 561 milhões de ações preferenciais, com uma subscrição mínima estipulada em R$ 536 milhões. Atualmente, o capital social do BRB é de R$ 2,344 bilhões. Outra alternativa em análise inclui a utilização da dívida ativa, onde o GDF poderia transformar créditos tributários em títulos financeiros, permitindo a antecipação de receitas e uma redução na dependência de novos empréstimos. Contudo, essa estratégia implica em o governo aceitar valores menores do que os que obteria a longo prazo. O prazo para resolver essa situação se encerra em 29 de maio, após o qual o banco poderá considerar outras opções, como a privatização, que enfrenta resistência do GDF, ou a federalização, a qual não conta com o apoio do governo atual.
Fonte: Oeste












