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Bayer busca bloquear processos sobre glifosato na Suprema Corte dos EUA

A Bayer AG apresentou um recurso à Suprema Corte dos Estados Unidos na última segunda-feira, visando barrar milhares de processos que a acusam de não informar os consumidores sobre os riscos do herbicida Roundup, cuja substância ativa, o glifosato, é apontada como causadora de câncer. O recurso é uma resposta a uma sentença de um júri no Missouri, que condenou a empresa a pagar US$ 1,25 milhão a John Durnell, diagnosticado com linfoma não Hodgkin após anos de exposição ao produto. Paul Clement, advogado da Bayer, argumentou que a legislação federal que regula pesticidas impede que ações baseadas em leis estaduais, como a de Durnell, prossigam quando se trata da obrigação de advertência ao consumidor. A empresa defende que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) já concluiu em diversas ocasiões que o glifosato não é cancerígeno e que os rótulos do produto não requerem alertas adicionais. Segundo a Bayer, mais de 100 mil ações judiciais foram movidas nos EUA relacionadas ao uso do Roundup. A decisão da Suprema Corte é aguardada até o final de junho e pode encerrar a maioria dos processos pendentes. A Bayer, que adquiriu a Monsanto em 2018, já retirou o glifosato do uso doméstico devido ao volume de litígios e propôs um acordo de US$ 7,25 bilhões para resolver uma parte das disputas. Entretanto, entidades ambientais e grupos de saúde pública têm apoiado Durnell, destacando a necessidade de alertas sobre os riscos à saúde associados ao herbicida.

Fonte: G1

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