Um estudo recente divulgado pelo Ranking dos Políticos revelou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou aproximadamente US$ 10,5 bilhões entre 1998 e 2017 para financiar exportações de serviços de engenharia em 15 países. A maior parte desses recursos foi direcionada a governos alinhados à esquerda na América Latina e na África, incluindo nações como Angola, Venezuela e Cuba. O levantamento aponta que Angola foi o principal beneficiário, recebendo US$ 3,2 bilhões, seguido pela Argentina, Venezuela, República Dominicana, Equador e Cuba. Essa liberação de recursos foi realizada principalmente através de grandes empreiteiras brasileiras, como Odebrecht e Andrade Gutierrez, que posteriormente se viram envolvidas em escândalos relacionados à Operação Lava Jato.
Embora o BNDES argumente que os recursos foram direcionados a empresas brasileiras e não diretamente a governos estrangeiros, a realidade é que os países beneficiados assumiram as dívidas, o que levantou críticas sobre a utilização de recursos públicos brasileiros para financiar obras no exterior, especialmente em um momento em que o Brasil enfrentava sérios problemas de infraestrutura e saneamento. Críticos ressaltam que esses empréstimos priorizaram regimes autoritários que são ideologicamente próximos ao Partido dos Trabalhadores (PT), enquanto o Brasil carecia de investimentos em sua própria infraestrutura. Além disso, mesmo após os calotes bilionários de países como Venezuela e Cuba, o governo do presidente Lula da Silva sancionou uma nova lei em 2026, permitindo que o BNDES retomasse o financiamento de obras de engenharia no exterior.
Fonte: Oeste



