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BNDES reabre crédito externo mesmo com calotes de Cuba e Venezuela

O governo brasileiro decidiu reabrir uma linha de financiamento externo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mesmo diante das dívidas bilionárias acumuladas por Cuba e Venezuela, que são os principais devedores. Segundo o Ministério da Fazenda, ambos os países apresentam atrasos significativos sem perspectiva de quitação. Essa retomada ocorreu após a sanção de uma nova lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que autoriza novos empréstimos para a exportação de serviços de engenharia, com o objetivo de reintegrar construtoras brasileiras em projetos de infraestrutura no exterior, depois de um período de retração do setor. Os contratos estabelecidos pelo BNDES financiam serviços de empresas brasileiras, com a responsabilidade de pagamento recaindo sobre o país contratante. Em casos de inadimplência, o banco aciona o Fundo de Garantia à Exportação, que é garantido pelo Tesouro Nacional, resultando em prejuízos aos cofres públicos. Este modelo foi amplamente utilizado em décadas passadas, quando as empresas brasileiras detinham cerca de 2,5% do mercado global de engenharia, mas foi interrompido após a Operação Lava Jato. Atualmente, a Venezuela deve mais de US$ 1,2 bilhão, enquanto Cuba acumula cerca de US$ 676 milhões em dívidas relacionadas a obras. O governo brasileiro continua buscando a regularização dessas pendências através de negociações bilaterais e fóruns internacionais, mas não há prazo definido para a solução dessas dívidas, que permanecem como uma pressão no debate econômico atual.

Fonte: Oeste

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