O senador Carlos Viana (PSD-MG), atual presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, declarou nesta sexta-feira, 8, que a comissão já tinha informações sobre a investigação da Polícia Federal (PF) em relação ao senador Ciro Nogueira (PP). Ciro Nogueira se tornou alvo de um mandado de busca e apreensão executado pela PF durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. Em um vídeo postado em sua conta na rede social X, Viana comentou que a CPMI enviou documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao gabinete do procurador-geral da República, denunciando a existência de uma ‘rede de influência, poder e corrupção que atuava nos bastidores de Brasília’. Segundo Viana, a CPMI coletou uma série de documentos, diálogos e conexões que sustentam as suspeitas agora sendo investigadas pela PF. O senador também relatou que o relator da CPMI, Alfredo Gaspar, assim como outros membros da comissão, enfrentaram ‘pressões, ataques e tentativas de sabotagem’. Na mesma data, a PF cumpriu o mandado de busca e apreensão contra Ciro Nogueira, dando continuidade às investigações que visam apurar suspeitas de crimes financeiros e irregularidades associadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. A PF revelou que esta é a primeira vez que a operação atinge diretamente o núcleo político envolvido no caso. De acordo com as investigações e diálogos interceptados, foram identificados repasses mensais que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. A PF também alega que uma emenda parlamentar elaborada por Ciro Nogueira teria sido confeccionada pela assessoria do banco. Em resposta, a defesa do senador repudiou qualquer alegação de ilicitude em relação à sua atuação parlamentar e reafirmou o compromisso de colaborar com a Justiça.
Fonte: Oeste







