A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) tomou a iniciativa de solicitar ao Ministério de Minas e Energia informações detalhadas sobre a exploração de minerais de terras raras no Brasil, em um cenário de crescente competição global por esses recursos estratégicos. Em seu requerimento, De Toni questionou diretamente sobre a existência de uma política nacional estruturada para a exploração e beneficiamento desses minerais. Ela indagou: ‘Existe atualmente uma política nacional estruturada para exploração, beneficiamento e agregação de valor aos minerais de terras raras?’.
O pedido inclui uma extensa lista de perguntas, abrangendo aspectos como investimentos públicos e a capacidade industrial do Brasil para processar esses minerais internamente, ou se o país continua dependente do exterior. ‘O Brasil possui capacidade industrial instalada para processamento completo de terras raras ou permanece dependente de etapas realizadas no exterior?’, acrescentou.
Além disso, a deputada solicitou dados sobre a produção, exportação e a participação de empresas no setor, questionando quais empresas, nacionais ou estrangeiras, possuem autorização ou concessão para explorar esses recursos. Outro ponto crucial abordado foi o interesse estrangeiro nas áreas brasileiras, com De Toni pedindo esclarecimentos sobre quaisquer negociações existentes.
De Toni também destacou a importância dos minerais de terras raras como ativos estratégicos, alertando para o risco de o Brasil permanecer apenas como exportador de matéria-prima, sem investir em etapas mais lucrativas da cadeia produtiva, como o refino e a industrialização. Ela defendeu a necessidade de controle nacional sobre o setor, com transparência em contratos e limites à participação estrangeira. Essa postura é fundamental para garantir que o Brasil não perca oportunidades valiosas em um mercado crescente, priorizando sempre o desenvolvimento interno e a soberania nacional.
Fonte: Oeste












