Senadores aliados de Ciro Nogueira (PP-PI) afirmam que a operação da Polícia Federal (PF), realizada nesta quinta-feira, 7, é uma possível ‘retaliação’ do ministro André Mendonça, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa retaliação seria em resposta à rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Corte. Mendonça era visto como um dos principais apoiadores da indicação de Messias dentro do STF.
De acordo com a PF, existem indícios de que Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, financiou viagens internacionais luxuosas e fez repasses mensais de até R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira em troca da apresentação de emendas de interesse do banco no Congresso. O senador foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, autorizada por Mendonça, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Aliados de Ciro destacam que o pedido da PF foi feito em 10 de abril, antes da votação da indicação do AGU, e que a operação foi deflagrada somente após a rejeição de Messias. Há uma percepção de que a ação da PF está ligada à influência de Ciro na derrota do indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do apoio público ao chefe da AGU, o governo esperava que aliados de Ciro garantissem votos favoráveis no Senado, o que não ocorreu.
Lideranças do bloco, como a senadora Tereza Cristina, do Progressistas, partido de Ciro, ressaltaram a importância de garantir o direito à ampla defesa e evitar julgamentos precipitados antes do término das investigações.
Fonte: Oeste







