Larry Fink, CEO da BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, declarou à BBC que um aumento no preço do petróleo para US$ 150 por barril pode levar a uma recessão global. Ele destacou que, se o Irã continuar sendo uma ameaça e os preços do petróleo se manterem elevados, isso terá ‘implicações profundas’ para a economia mundial. Fink, que possui uma visão privilegiada da saúde econômica global, afirmou que o conflito no Oriente Médio está provocando volatilidade nos mercados financeiros, com incertezas sobre os custos de energia. Segundo ele, existem dois cenários possíveis: se o conflito for resolvido, os preços do petróleo podem cair; caso contrário, os preços podem permanecer altos por vários anos, resultando em uma recessão severa. O aumento dos custos de energia já está levando países, como o Reino Unido, a considerar a priorização da produção interna de petróleo e gás para evitar a dependência de importações em tempos de instabilidade. Fink também enfatizou a importância de uma matriz energética diversificada e acessível para fomentar o crescimento econômico. Ele alertou que preços elevados de energia impactam desproporcionalmente os mais pobres, caracterizando-se como um imposto regressivo. Além disso, Fink descartou comparações com a crise financeira de 2007-2008, afirmando que o sistema financeiro atual está mais seguro. Ele defendeu um investimento agressivo em tecnologias, como a inteligência artificial, e ressaltou a necessidade de um foco em energia barata para sustentar esse crescimento. Por fim, ele mencionou que a evolução da inteligência artificial pode criar novos empregos em áreas que ainda precisam de mão de obra qualificada, como encanamento e eletricidade, em vez de apenas favorecer setores tradicionais.
Fonte: G1







