O regime comunista da China, sob a liderança autoritária do Partido Comunista, está intensificando sua campanha de censura nas redes sociais, focando em postagens relacionadas ao casamento e à maternidade. Recentemente, o perfil da comediante Xiao Pa foi removido da plataforma Weibo após uma publicação em que ela expressou sua saúde debilitada, mencionando que, se tivesse um marido e filhos, ainda precisaria se apoiar na parede para cozinhar. Essa ação ilustra a crescente repressão às liberdades individuais na China, onde a Administração do Ciberespaço está ampliando a campanha denominada ‘Claro e Limpo’, que visa eliminar conteúdos considerados prejudiciais ao ambiente digital. Segundo um administrador da Weibo, as publicações de Xiao Pa foram vistas como provocativas, gerando conflitos de gênero e ansiedade sobre o casamento e a paternidade. A censura já foi aplicada a conteúdos críticos ao regime e a postagens favoráveis à militância LGBT. Em 2022, as autoridades relataram a remoção de 20 bilhões de publicações de aproximadamente 1,4 bilhão de contas. Este endurecimento das regras ocorre em meio a uma crise demográfica, com a China registrando mais mortes do que nascimentos pelo quarto ano consecutivo. Após a política do filho único, que trouxe consequências devastadoras, o governo tenta agora estimular o casamento e a natalidade, enquanto continua a reprimir vozes dissidentes e a controlar a narrativa pública em um esforço para manter sua autoridade. O primeiro-ministro Li Qiang e o ditador Xi Jinping têm enfatizado a importância do crescimento populacional para a estabilidade social e o desenvolvimento econômico, promovendo uma ideologia que prioriza a maternidade e o casamento, alinhada aos interesses do Partido Comunista.
Fonte: Oeste








