Em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, a China reforçou seu monitoramento das atividades militares americanas na região do Oriente Médio. A empresa MizarVision, com sede em Xangai, começou a divulgar imagens de satélite que mostram a localização de ativos estratégicos dos EUA, como porta-aviões e caças. Desde que Donald Trump decidiu aumentar a presença militar americana para pressionar o Irã a abandonar seu programa nuclear, a MizarVision se tornou uma fonte importante de informações sobre o deslocamento das forças norte-americanas. Embora seja uma empresa privada, a MizarVision mantém vínculos com as Forças Armadas chinesas, sob a liderança do presidente Xi Jinping.
Imagens recentes documentaram a presença do porta-aviões USS Gerald Ford e o envio de caças F-22 para Israel, além de movimentações na Arábia Saudita e na ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico. Isso evidencia um mapeamento detalhado das mobilizações que estão sendo realizadas pela Casa Branca. A China também se destaca como fornecedora de tecnologia e equipamentos militares ao Irã, especialmente após a ofensiva americana contra instalações nucleares iranianas em 2025, quando Teerã buscou um suporte mais robusto de Pequim.
Fontes internacionais relatam que as autoridades chinesas estão atentas às vulnerabilidades do sistema de segurança iraniano, com especial foco na capacidade de Israel realizar ataques estratégicos. Em meio a essa tensão militar, diplomatas de ambos os países retomaram conversas indiretas em Genebra, mas os progressos continuam limitados devido ao ambiente carregado pela presença militar americana na região. O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, orientou seus funcionários a deixarem o país, considerando os riscos de segurança que aumentam com a escalada das tensões.
Fonte: Oeste







