O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se manifestou contra a operação da Polícia Federal (PF) denominada Compliance Zero, da qual foi alvo em busca e apreensão. Em vídeo divulgado nesta terça-feira, 12, Nogueira descreveu a investigação como um “roteiro de ficção”, alegando que a ação é uma tentativa de perseguição política por ser uma figura proeminente da oposição ao governo federal. A PF investiga supostas vantagens financeiras recebidas por Nogueira do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em troca de apoio a interesses do grupo econômico no Senado. O senador contestou as acusações, afirmando que a “criatividade é infinita” para inventar acusações, mas garantiu que nada será provado contra ele. Os investigadores apontam que uma emenda apresentada por Nogueira foi elaborada pela assessoria do Banco Master, que visava aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Mensagens obtidas pela PF indicam que Vorcaro ficou satisfeito com o resultado da proposta, que teria sido redigida conforme suas orientações. Ciro Nogueira, por sua vez, defendeu a emenda, alegando que ela é benéfica para proteger correntistas e pequenas empresas em caso de quebras bancárias. Ele rechaçou a ideia de que o texto tenha sido copiado integralmente da assessoria de Vorcaro e prometeu reapresentar a proposta. O senador comparou essa situação com uma operação que enfrentou em 2018, que também ocorreu em ano eleitoral, e que foi arquivada por falta de provas. Nogueira acredita que o atual episódio busca enfraquecer sua influência política e sua pré-candidatura em 2026. A autorização para as buscas veio do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar reafirmou seu compromisso com sua trajetória pública pautada por princípios e assegurou que não se deixará intimidar por pressões judiciais.
Fonte: Oeste







