Nesta quinta-feira (19), Buenos Aires foi palco de confrontos entre policiais e manifestantes em frente ao Congresso da Argentina, no contexto da discussão do projeto de reforma trabalhista proposto pelo governo de Javier Milei. De acordo com fontes locais, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões d’água para conter os manifestantes, que tentavam romper bloqueios ao redor do Congresso. O projeto, que já havia sido aprovado no Senado, será votado na Câmara dos Deputados em 25 de fevereiro, com a expectativa de ser aprovado até 1º de março, data em que Milei dará início ao período de sessões ordinárias do Legislativo.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, convocou uma greve geral que paralisou o transporte público e afetou o funcionamento de comércios em Buenos Aires. A situação se agravou com a determinação do governo de que a imprensa seguisse “medidas de segurança” em relação aos protestos. A proposta de reforma trabalhista é considerada uma das mais significativas na legislação argentina em décadas, revisando normas que remontam aos anos 1970. Embora o governo tenha negociado alterações no texto para garantir apoio político, muitos críticos alertam que as mudanças podem reduzir direitos trabalhistas.
Os principais pontos da reforma incluem a flexibilização de contratos de trabalho, restrições a greves em setores essenciais e alterações nas regras de férias e jornada de trabalho. A proposta visa estimular a formalização do emprego e reduzir custos trabalhistas em um contexto onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. A reforma não se aplica a servidores públicos, exceto em relação às regras de greve. A situação continua tensa, com manifestações previstas para os próximos dias, enquanto o governo se prepara para lidar com a resistência dos sindicatos e da população.
Fonte: G1












