O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quinta-feira, 16 de março, revelou uma expansão de 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior. Este resultado marca o quinto mês consecutivo de crescimento do indicador, conforme dados revisados. No entanto, houve uma desaceleração em comparação com janeiro, quando o crescimento foi de 0,86%. Analisando o desempenho setorial em fevereiro, o IBC-Br reportou que a agropecuária cresceu 0,2%, a indústria teve um aumento de 1,2% e os serviços apresentaram um crescimento de 0,3%. Apesar dessa alta, o IBC-Br mostrou uma retração de 0,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na parcial do ano, o indicador avançou 0,4% e, ao considerar os últimos 12 meses até fevereiro, registrou um aumento de 1,9%. O PIB é fundamental para medir a evolução da economia, representando a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O Banco Central tem alertado que a desaceleração da atividade econômica é esperada, especialmente devido à alta taxa de juros, atualmente fixada em 14,75% ao ano. O mercado financeiro projeta um crescimento do PIB de 1,85% para 2026, evidenciando uma nova desaceleração em relação ao ano anterior, quando a economia cresceu 2,3%. O BC enfatiza que essa desaceleração é parte de sua estratégia para controlar a inflação, que deve ser reduzida à meta de 3%. Apesar da alta do IBC-Br, é importante notar que o cálculo do Banco Central é diferente do realizado pelo IBGE, o que implica que o IBC-Br serve como uma prévia do PIB, mas não abrange todas as variáveis consideradas no cálculo oficial.
Fonte: G1












